Como empresas de receita recorrente podem maximizar valor com dívida?

Andre Wetter

Andre Wetter

Co-Founder da a55

Com a evolução da tecnologia e o surgimento de organizações exponenciais, cada vez mais notamos a presença de empresas de receita recorrente. Com um potencial altamente escalável, companhias com foco na monetização prolongada agora contam com mais uma poderosa carta na manga: podem maximizar o valor da empresa apostando na dívida.

Neste post, você entenderá um pouco mais sobre o conceito principal por trás do uso da dívida como ferramenta estratégica de crescimento, entendendo quais são as posturas mais frequentes no mercado. Além disso, você também saberá quais são as opções de dívida e conhecerá alguns dos cuidados que deve tomar caso decida se valer dessa tática para potencializar seus resultados.

O poder da dívida: como (e por que) ela pode maximizar o valor da empresa?

Há alguns anos, poucos empreendedores, principalmente aqueles que lideravam empresas baseadas em recorrência, eram capazes de enxergar a dívida como um mecanismo eficiente de crescimento. Havia, sem dúvida, certo receio e muita resistência em torno da questão.

Já faz algum tempo, porém, que o cenário mudou. Hoje em dia, é comum encontrar empresas que apostam na dívida para compor uma estrutura consistente de capital, viabilizando o crescimento sustentável da operação — em muitos casos, com registros de até dois dígitos.

Na prática, a dívida pode funcionar perfeitamente bem como um catalisador de desenvolvimento empresarial. As companhias de recorrência mais antenadas já perceberam que podem dispor dessa estratégia em circunstâncias diversas e específicas, tais como:

  • fonte de suavização do fluxo de caixa no curto prazo;
  • pilar central para financiamento do crescimento de longo prazo, ladeando o patrimônio institucional;
  • fonte completamente independente de capital para crescimento estratégico.

Vale lembrar que, a depender do objetivo, alguns credores podem ser mais interessantes do que outros. A missão de desenhar perspectivas e de encontrar as soluções mais adequadas, expandindo o potencial operacional da companhia, cabe, é claro, às lideranças. Você precisa estar preparado, certo?

Para isso, é bom manter o planejamento em dia e os objetivos bem claros. A transparência das metas contribui para a eficiência das decisões, principalmente quando o assunto é financiamento — e ainda mais se ele se pautar em dívida.

Atenção, empreendedor: quais são as melhores opções para compor a sua estrutura de capital?

A estrutura de capital é essencial à sustentabilidade do negócio e pode ser verificada no Balanço Patrimonial.

De um lado e em primeiro lugar destacam-se o capital oriundo do investimento dos sócios (também chamado de capital social) e o aporte obtido por meio da venda de ações. Por outro lado, mas igualmente importante, consta o passivo, ou seja, as dívidas contraídas com instituições financeiras para alavancar o crescimento da operação — e é justamente aí que queremos chegar!

Como mencionamos, existem três panoramas favoráveis à dívida em empresas recorrentes. Se a pretensão de dívida da companhia for modesta, por exemplo, os bancos despontam como uma alternativa válida, uma vez que se amparam em dados de lucratividade e em ativos tangíveis para validar um tomador.

Caso o financiamento se pretenda volumoso, entretanto, talvez seja mais coerente apostar em fundos de Venture Capital (também conhecidos como VC), que estão mais habituados a investir em empresas que precisam de aportes para endossar a fase de expansão.

O último cenário, por sua vez, diz respeito ao uso de crédito como principal fonte de financiamento, em situações nas quais a companhia pretenda usar a dívida antes de, de fato, promover o aumento de capital. Essa disposição costuma reduzir o número de credores disponíveis.

Diante das alternativas, é natural que surja o questionamento: como saber qual é o melhor negócio para a sua empresa? A resposta é simples, ainda que a execução envolva uma boa dose de complexidade: cabe a você, enquanto gestor da operação, a incumbência de analisar o cenário, definir as prioridades e decidir sobre o melhor rumo dos investimentos.

E lembre-se: de uma vez e para sempre, a dívida faz toda a diferença nos seus resultados de curto, médio e longo prazo.

Empresas de recorrência: o que considerar ao escolher um credor?

A essa altura, você provavelmente já percebeu que a dívida pode ser um mecanismo viável para desenvolver sua operação, injetando o capital necessário para expandir a empresa.

Em vez de arrepiar os cabelos dos empreendedores da recorrência, a dívida pode favorecer o crescimento do negócio. Uma abordagem menos convencional, mas muito poderosa, pode ser exatamente o que você precisa para dar uma guinada nos seus resultados.

Muito embora o mercado de dívida para empresas de receita recorrente seja marcado pela pulverização de opções e seja, também, menos maduro que os demais, é possível se valer das oportunidades desse tipo de capital.

Para que as negociações sejam eficientes e viáveis, porém, vale um conselho: em função das particularidades da operação, é preciso que os tomadores de empréstimo tenham mais critério na seleção de credores.

Antes de efetivar qualquer negociação, certifique-se, primeiro, de entender o momento e as necessidades da sua empresa. Depois disso, avalie a estrutura das instituições dispostas a emprestar dinheiro para potencializar sua operação.

O que se segue a essa definição é, invariavelmente, a maximização do valor da empresa. E nós adivinhamos: é exatamente isso que você precisa para alavancar de uma vez por todas o seu negócio, não é? A boa notícia é que, agora, você tem com quem contar…

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