O que é e como funciona o Venture Debt?

Andre Wetter

Andre Wetter

Co-Founder da a55

VENTURE DEBT

Para fazer seu negócio crescer, um dos caminhos é encontrar boas fontes de crédito. No entanto, você não tem que se limitar às opções “tradicionais” do mercado. Em vez disso, é possível recorrer a algumas alternativas, como é o caso do Venture Debt.

Apesar do nome parecido, é um modelo diferente do Venture Capital. Mas, afinal, essa é a melhor alternativa? Como tudo acontece, na prática? Entenda o Venture Debt e tire essas e outras dúvidas!

Como essa modalidade funciona?

O financiamento tradicional para negócios, normalmente oferecido pelos bancos, envolve uma “dívida” que é paga em médio e longo prazo. Já o Venture Capital envolve a “compra” de uma porcentagem da empresa pelo valor de investimento. O Venture Debt, por sua vez, fica no meio dessas opções.

De maneira simplificada, ele é um tipo de financiamento destinado a empresas com grande potencial de crescimento. As taxas podem ser mais atraentes, mas as condições de pagamento podem parecer atípicas dentro do mercado de crédito.

Na maioria dos casos, não exige nenhum tipo de garantia real. Contudo, pode oferecer algumas seguranças para os investidores, inclusive a chance de se apropriar dos recebíveis do tomador ou a sua propriedade intelectual.

Por causa do seu funcionamento, costuma ser mais procurada por empresas que, não necessariamente, têm um histórico de lucratividade. No entanto, precisam já estar tracionadas e terem recebido algum tipo de investimento em rodadas anteriores.

Em relação ao valor, ele costuma ser definido com base na última rodada de Venture Capital — em geral, a porcentagem gira em torno de 30%. Então, se a empresa conseguiu R$ 10 milhões de investimento nesse momento, costuma ter R$ 3 milhões nesta modalidade. É uma forma de diversificar as fontes de financiamento e limitar a diluição.

Quando vale a pena contratar o Venture Debt?

A contratação desse modelo é especialmente interessante quando você quer estender seu runway. Sabe quando você deseja financiar um novo projeto ou mesmo fazer a aquisição de uma empresa que pode agregar às suas soluções? Então, o Venture Debt acaba sendo uma opção para esse projeto específico.

Também é uma alternativa oportuna para não diluir tanto o seu controle sobre o negócio. Como ele não exige a cessão de uma porção da empresa, como acontece no Venture Capital, é possível manter o seu nível de controle atual.

Com essa opção, não será preciso incluir os investidores no conselho administrativo e nem diminuir ainda mais a sua participação, o que ocorreria com outra rodada de Venture Capital.

Se for usado corretamente, ele pode ajudar o crescimento da empresa e a viabilizar projetos que são considerados essenciais.

E por que não é tão interessante contratá-lo?

Antes de achar que essa é a solução para o desenvolvimento do seu negócio, é preciso entender que essa alternativa tem suas limitações.

Primeiramente, ela não é tão atraente para negócios que não estão consolidados. Se pensarmos: não faz sentido se comprometer com uma dívida de alguns anos se a empresa não está totalmente estabelecida no mercado, certo? O crédito também não será tão atraente se não servir para financiar um crescimento verdadeiro.

E, ainda, é uma opção um tanto arriscada. Se a gestão não tiver certeza que pode pagar pelo valor contratado, é provável que corra riscos de liquidação forçada de ativos. E, aí, todos os planos serão comprometidos.

A verdade é que, no geral, essa é uma alternativa que atrapalha a sua próxima rodada de captação. Se a intenção for passar por novas rodadas de investimento, a presença desse débito pode afastar os interessados, por exemplo. Então, mesmo que você não ceda parte do controle, há o risco de se ver em um beco sem saída.

Há alternativas?

Existem diversas opções para compor a estrutura de capital da sua empresa. Inclusive, é possível não ter que ceder o controle da organização e, ainda assim, conseguir os recursos necessários.

Pode parecer que estamos falando do Venture Debt, mas, na verdade, há outra solução interessante: o financiamento com base no faturamento futuro. Em inglês, é um caminho conhecido como revenue based finance e funciona com base nos resultados da sua empresa. Quer saber mais?

Considere a sua empresa de tecnologia, que conta com receita recorrente graças ao modelo de assinatura. Um negócio SaaS desse tipo encontra na própria forma de atuação uma espécie de “segurança” em relação ao dinheiro, certo? É por isso que é viável obter um “financiamento”, pois esses valores servem como uma proteção para quem empresta.

Ao contar com uma boa empresa, o processo é simples, longe de burocracia e capaz de atender às suas maiores necessidades. É uma forma de antecipar os seus recebimentos e otimizar o fluxo de caixa. Na prática, você pode focar no que mais importa para o seu negócio, sem se preocupar com altos riscos por parte do financiamento.

Para conseguir os recursos desejados, basta enviar as informações para que sua empresa passe por uma análise de crédito pela a55. Após a negociação e a aprovação, o dinheiro estará na conta em até 48 horas.

Com o desenvolvimento do negócio, você pode até fazer o refinanciamento self-service. Assim, é mais fácil adequar os valores à sua realidade. Trata-se, portanto, de uma alternativa bem diferente do Venture Debt e que se encaixa melhor no modelo de receita recorrente.

O Venture Debt é muito atrelado à rodada de Venture Capital e, embora seja uma possibilidade em algumas situações, nem sempre é a solução ideal. Se quiser ter mais liberdade para crescer e aproveitar um tipo de capital de giro, o modelo revenue based finance é uma ótima opção.

Ainda tem dúvidas? Entre em contato conosco da a55 e descubra o que oferecemos para a sua empresa!